Friday, October 31, 2008

Obrigada à todos!!

Hoje quando cheguei em casa e reparei que o "counter" indicava pouco mais de 4000 "hits" de clicadas, e que o Blog desde junho acumulou mais de 100 matérias, entre vídeos, textos, fotos e poesias conclui que era momento de agradecer à todos pelo prestígio. Espero mesmo que esta página esteja agradando à todos, e sobretudo que esteja acrescentando alguma coisa para cada um de vocês. Não sei ao certo, se sou a pessoa indicada para aconselhar, o que sei na verdade, é que nada sei. Mas enfim, entre não saber e escrever... resolvi apenas ouvir meu coração, e se ele for capaz de atingir os seus corações, já cumpri minha missão internauta. "Thanks for listening!"

Mil beijos,
Andrea

Thursday, October 30, 2008

Art en Capital



La Societe des Artistes Independents, juntamente com a Ministra da Cultura e Comunicação da França, Madame Christine Albanel, e o presidente do Grand Palais des Champs Elysées, Monsier Yves Saint-Geours convidam para a amostra internacional Art en Capital.

Esta exposição, que também abrigará uma de minhas obras, da série: "Percepção e Espiritualidade" ficará no Grand Palais, do dia 22 de novembro até 30 de novembro. Para quem está em Paris ou estará lá nestas datas, não deixe de entrar em contato comigo, pois para a abertura é indispensável o convite. O Vernissage será no dia 21 de novembro de 2008 das 17:00 às 22:30hs.

Endereço:
Grands Palais des Champs Elysées
Avenue Winston Churchill, 75008, Paris

Metro: Champs Elysées Clémenceau ou Franklin D. Roosevelt
Ônibus: 28, 32, 42, 72, 73, 80, 83, 93

Mil beijos,
Andrea


p.s. A obra de minha autoria, que estará na amostra, chama-se "Let's forget how fragile we are". Trata-se da época em que vivi na Baía de São Francisco (California), retratando o Farol da Ilha de Alcatrazes, visto do meu Studio em Kensington... e que portanto teve muita importância na minha vida. Foram meses observando o farol... e refletindo naqueles que ficaram presos na Ilha. O título vem de encontro à fragilidade humana, existente em todos os seres, sejam presos ou não.

Wednesday, October 29, 2008

Restos e Rastros

E toda cidade fica escura,
As luzes se apagam,
Não há mais vozes ou risos,
Cantos ou sons.
Instrumesntais....vocais
Não há mais noites de azul profundo,
Não há mais portas altas e brilhantes,
Nem lustres maravilhosos na entrada de edifícios.
Não há mais festas,
Nem de santos, nem de velhos.
Não há mais danças,
Nem em vestes vermelhas ou laranja.
Não há mais felicidade, vida, sorrisos.
Não há mais os santos rezando,
Nem as profissionais sorrindo,
sofrendo, ou esperando.

Não mais cafés com licor,
ou sorvete, ou espumas,
Não há!
Não Há mais cor.
Nem rosa, nem azul, muito menos lilás.
Não há mais mirantes a serem visitados,
Nem mesmo cafés a serem provados,
Nem tão pouco povos e tribos a serem admirados.
Acabou-se a prosa e o verso.
Não vão haver mais sorrisos soltos.
Toques profanos, ilusões.
Não há mais nada a ser descoberto,
Porque tudo se afogou em breu,
Todas as portas nada mais significam,
Estão adiadas as pesquisas,
Nada mais será fotografado,
Porque não há sequer um motivo.
Não há fome,
Nem mais sono.
Nem sequer mais irá chover,
Em noite clara.
Ou escura.
Porque nada mais importa ou merece menção.
Não há mais sabor original,
E não importa mais a quantidade de ingredientes,
Se forem acrescentados muito que bem...
Não mais importa.
Não há mais luzes na cidade que jamais escurece.
Os velhos estarão por certo agora sozinhos.
Por eles mesmos.
E eu serei mais uma na grande multidão de solidões.
Farei de conta de estar acompanhada.
Como muitos vi fazerem.
Como tantos vi vagando à esmo.
Serei apenas mais um..mais uma...
Quem irá notar?
Nada há de mais absoluto nesta cidade,
do que a total irreconhecibilidade.
Total ausência de nós mesmos, por nós mesmos.

Sobrarão os fantasmas da noite:

os miseráveis do asfalto.
os loucos das drogas.
os meninos assombrados pedindo.
os doentes falando sozinhos pelas esquinas
(esquinas já não mais famosas e cheias de pompas!)
a escória sombria que jamais se apaga.
as famílias maltrapilhas cheirando azedo e mal cobertas.
O frio intenso,
o Vazio
o vazio
o vazio...o infinito vazio...
de dentro, de fora,
De todos os lados, de todas as almas,
puras ou insanas
restos de gente no vazio do negrume que antes era luz!
restos de lixos, que já existiam mas não reparados,
ou ignorados.
restos de almas,
No negrume profundo da noite vazia,
um vazio quase mortal, senão de todo,
Quase.

( sempre pedindo)

("Restos e Rastros" - Ana Acquesta)

p.s. Ana Acquesta, além de pessoa querida, é economista de formação, mas sua mente, corpo e espírito sempre estiveram mergulhados em sua própria arte, que nasce de borbulhadas de sentimentos vastos internos...
p.s.2 Para mais detalhes de suas poesias, checar www.simplesmenteverso.blogspot.com (ou clique no título "Restos e Rastros" para acesso direto)
p.s.3 (Let it be Ana!!!)

Monday, October 27, 2008

Special Thanks

Neste domingo tivemos o encerramento do Salão de Outono de Paris 2008. Gostaria muito de agradecer à todos àqueles que estiveram no evento, e por conseqüência puderam ver de perto minha obra nessa especial exposição. Infelizmente não pude estar lá pessoalmente, mas com certeza uma parte de mim esteve lá em todo o momento. Devo acrescentar que em Novembro haverá uma outra amostra em Paris, da qual sou também participante. Em breve farei divulgação!

Mil beijos e ótima semana,
Andrea

p.s. Tati e Re, adorei que passaram pelo Salão de Outono! Espero não haver decepcionado!

Thursday, October 23, 2008

Frases da semana...

Algumas sentenças me chamaram à atenção esta semana.... será que para vocês elas também tem algum sentido?

"As grandes almas raramente se deixam iludir porque nada querem, e renunciantes que são, se iluminam."
(Professor Hermógenes)

"Todas as pessoas que chegam em nossas vidas, chegam sós, mas não vão sós. Deixam um pouco de si e levam um pouco de nós."
(Anônimo)

"Lembre-se da sabedoria das águas: Elas nunca discutem com seus obstáculos, elas simplesmente os contornam."
(Santa Terezinha do Menino Jesus)

Um ótimo final de semana para vocês...

Tuesday, October 21, 2008

A Força do Amor


A gente entende o que é o Amor, no início de nossas vidas... quando ainda estamos presos à nossas mães... e na verdade só vamos entender que somos seres independentes delas, à partir dos oito meses de idade. Dizem que a maior plenitude do amor só pode ser sentida na placenta, onde tudo é aconchegante e nada nos falta. O nascimento marca a quebra deste relacionamento amoroso, e como se não bastasse de repente a gente sente frio, calor, fome, sede, cólica, gases entre várias sensações diferentes das que tínhamos dentro de nossas geradoras, ou seja, o que se sente primeiramente fora delas, é um extremo desconforto. Dizem também que existem muitos seres, que inconscientemente não superam nunca o corte do cordão umbilical. Achei interessante a visão de Flávio Gikovate em um de seus livros... pois ele fala justamente disso. Enfim, com certeza fui muito amada (e sou) tanto pela minha mãe como pelo meu pai... e graças à isso sou capaz de amar ao próximo (o que dirá aos meus filhos). O que quero concluir, é que se não fosse o aprendizado lá da placenta... será que mesmo assim eu seria capaz de amar? Não sei... só sei que as bases são muito importantes... e que precisamos ter paciência com o mundo... pois nem todo mundo recebeu carinho nos primeiros momentos de vida. Mesmo assim acredito que o amor cura tudo! Obrigada mãe por todo seu amor... sem ele eu não teria chegado até aqui! Espero retribuir este amor de alguma forma... e que meu amor, junto com o amor de todos nós te ajude à ter forças para caminhar por muito tempo! Love you!!!!

p.s. Acho que respondi à pergunta que fiz à mim mesma em "Momento de Reflexão". Com certeza o amor que tenho pelos meus filhos (e o amorzinho deles por mim) me dará forças para se tornarem grandes adultos!

Toupeira # 2

Monday, October 20, 2008

O Blog é transparente... sim!!

O Blog não só é transparente com o que acontece no mundo, como obviamente reflete meu humor diário. Seria impossível filtrar minhas emoções ao escrever... eu já disse e digo, uma obra de arte seja ela literária, visual ou musical só é verdadeira se coerente com os sentimentos do autor. De que vale escrever se não existe sentimento reproduzido na escrita? A grande verdade é que "tudo vale à pena quando a alma não é pequena". Peço aos meus fiéis amigos que não se preocupem ao lerem coisas no Blog, que exprimam meu estado de emoção... seja alegre ou triste. Eu fico até lisonjeada de saber que pessoas tão especiais lêem meus textos e que me liguem em seguida para saber como estou! Isso com certeza é significativo! O momento em que um autor escreve ou em que um artista pinta... ele deixa transparecer sim o que tem dentro dele... e é por isso que uma obra de arte não tem preço! Esse momento é importante também para que o artista se liberte daquilo que está dentro dele. Na maioria das vezes vem uma paz muito grande quando conseguimos nos expressar. Isso é muito bom! Pois não acumulamos em nós coisas que realmente devem sair de nós! Sei que muitas vezes me exponho ao escrever no Blog... mas foi uma escolha minha ter esta página. Aliás eu estou muito satisfeita com os resultados do "Fala Annunziata"... eu acho que ele está superando suas expectativas. Num primeiro momento eu quis ter o Blog, para reclamar em público, para abrir os olhos das pessoas e também me desabafar como ser humano (sou um ser humano!). Não sabia ao certo como isso iria repercutir na internet. Vejo que após 4 meses no ar... e quase 4000 hits de acesso, o Blog significa algo para o público que eu jamais poderia imaginar. Escuto amigos e conhecidos se aproximando de mim e agradecendo pelas mensagens... dizendo que muitas vezes acessaram a página e que naquele momento as minhas palavras foram muito úteis psicologicamente falando. Só por esse fato, o Blog não só ultrapassou meus anseios pessoais como também se transformou numa missão que sempre tive em mente! Eu tenho obrigação como um ser cósmico (e todos somos) de somar no mundo... fico feliz, que seja em estado eufórico, normal ou desfavorável... que eu consiga atingir o coração das pessoas. Quer recompensa maior que essa? Amém.

Sunday, October 19, 2008

Efeito Kim Cattrall

É incrível como o mundo moderno favoreceu à desenvoltura feminina. Não é preciso assistir Sex and The City para notar uma mudança brutal no comportamento das mulheres... hoje muito seguras de si mesmas.
Seja num café, num bar, num restaurante... nota-se sempre um "tititi" enigmático entre o sexo... que nada tem de frágil. Nesse ponto, e muitos outros, a mulher está à frente do homem, que desde que o mundo é mundo tem muita dificuldade em expressar-se, inclusive com suas parceiras. Mas claro... não vamos generalizar... existem homens interessantes que aprenderam a fórmula de como entender as mulheres, e com isso na mão... obviamente que fazem muito sucesso entre nós.
Mas o mais interessante de tudo isso, é observar como a mulher conseguiu libertar-se de crenças passadas na sua educação e em sua religião, que sempre culpou a mulher por seus prazeres. Conversando com uma amiga solteira, notei seu entusiasmo em falar de como superou a filosofia antiga e transcendeu ao contemporâneo. Ela falou algo que me marcou muito... e me fez pensar em Kim Cattrall, a mestra em não sentir culpa alguma em ser feliz em todos os sentidos. Antigamente as mulheres sentiam culpa por tudo... e hoje quando a mulher se relaciona com seu parceiro, ela pensa: "Que bom que eu recebi este presente!". O que minha amiga falou.... e aqui não se diz nomes (com raras exceções), é que ela não dá... ela recebe! Vou dizer que a colocação é válida... afinal, a satisfação deve existir entre ambos os sexos. Adeus tempos antigos... e as vovós que nos desculpem... mas nem tudo é por amor!

Toupeira

Para não dizerem que sou totalmente feminista...